Destaques
- O Instituto Paranaense de Cegos formalizou uma denúncia à Promotoria de Defesa do Direito da Pessoa com Deficiência em julho de 2026.
- Uma pesquisa de campo identificou pontos críticos como as avenidas Sete de Setembro e Visconde de Guarapuava, onde patinetes bloqueiam o piso tátil.
- Uma estudante com deficiência visual sofreu uma queda após se enroscar em patinetes deixados na calçada no trajeto do Capão Raso.
- A solução proposta envolve conscientização da população, fiscalização municipal e criação de áreas de estacionamento específicas.
A convivência entre patinetes elétricos compartilhados e a acessibilidade em Curitiba chegou a um ponto crítico. Em julho de 2026, o Instituto Paranaense de Cegos acionou o Ministério Público do Paraná após uma série de relatos de pessoas com deficiência visual que tropeçaram e caíram por causa dos equipamentos mal estacionados. O problema, que também afeta idosos, cadeirantes e pais com carrinhos de bebê, expõe a urgência de uma regulamentação para garantir uma mobilidade urbana segura para todos.
Linha do tempo
- Julho de 2026O Instituto Paranaense de Cegos realiza uma pesquisa de campo que identifica patinetes elétricos bloqueando o piso tátil em pontos críticos de Curitiba, como as avenidas Sete de Setembro e Visconde de Guarapuava.
- Julho de (final) 2026Com base nos relatos de quedas, incluindo o da estudante Carin, o Instituto Paranaense de Cegos formaliza e encaminha uma denúncia à Promotoria de Defesa do Direito da Pessoa com Deficiência do Paraná.
Perguntas frequentes
Qual é o principal problema dos patinetes elétricos para pessoas com deficiência visual?
Os patinetes são frequentemente deixados sobre as faixas de piso tátil das calçadas. Essas faixas são guias essenciais para a locomoção independente de pessoas cegas ou com baixa visão. O bloqueio torna o trajeto imprevisível e perigoso, causando colisões, enroscos e quedas.
Houve algum acidente grave registrado em Curitiba?
Sim. A estudante Carin relatou ter se enroscado e caído após trombar com patinetes deixados na calçada durante seu trajeto habitual do Capão Raso até o Instituto Paranaense de Cegos. A queda concreta mostra o risco à segurança e à independência no deslocamento.
Onde está o foco do problema em Curitiba?
O centro da cidade é um dos locais mais críticos. Uma pesquisa de campo do Instituto Paranaense de Cegos identificou a esquina das avenidas Sete de Setembro e Visconde de Guarapuava, perto da Rua Coronel Dulcídio, como um exemplo do problema.
Qual ação foi tomada para resolver a situação?
O diretor do Instituto Paranaense de Cegos, Enio Rodrigues da Rosa, encaminhou uma denúncia formal à Promotoria de Defesa do Direito da Pessoa com Deficiência do Paraná. A ação busca pressionar por medidas que envolvam tanto o poder público quanto as empresas operadoras dos patinetes.
Quais são as soluções propostas pelo Instituto Paranaense de Cegos?
O Instituto defende uma abordagem tripla: 1) Conscientização da população sobre o uso e estacionamento correto; 2) Fiscalização efetiva por parte do município para coibir a prática irregular; e 3) Definição clara de zonas adequadas para estacionamento dos equipamentos, longe do piso tátil.
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